quarta-feira, 10 de abril de 2019

cidades de mentira
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minha alma geotérmica,
o artista de mim sopra a flauta,
a fruta das notas anormais
das canções genéticas
acolhidas pelos tímpanos,
pelas orelhas dos espíritos
das árvores
o homem se arrasta
por dentro dos tubos
do vento aquático
acolhido pela terra
das ruas do mato
nas ruas do mato
não corro,
afugento do sangue
com o ronco das areias
as dores emergidas
pelos tremores das cidades
de mentira
Diferença entre mar e oceano - Mundo Educação

nos pretos pêlos ( edu planchêz )
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medo de receber uma carta de matéria estelar
durante os próximos capítulos
das reinações de narizinho,
das reinações de edu planchêz
e catarina crystal no planeta lama,
no planeta planta flor de cânhamo
( não medo, prazer,
o amor flutua, flutua nas folhas
de matéria estelar é o sino, o seio,
o selo que usamos para brindarmos
os muitos quilates de vida cor de amêndoa,
cor de tamarino e sapoti no capim,
nos pretos pêlos
da boa sorte
Tangerina de centelhas, tangerina de trevas
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O poema apanhado nos gomos 
da tangerina de centelhas some
nas trevas da tangerina de trevas,
e tudo é silêncio,
e tudo não é silêncio
O universo aparece e desaparece
nos gomos da tangerina
de centelhas e trevas
Nenhum ranger, nenhum latido...
Tudo range, tudo é, extremo e contido,
paralisado e em corrente movimento
Esse poema conversa com a vida,
com os ninhos de vocábulos
que estão dentro e além do tempo,
nas caixas azuis douradas
que preparei para dormires
sou um homem lindo ( edu planchêz )
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quatro mil oitocentas e trinta e sete pessoas
( povoam meu face),
um poeta cantor do meu quilate,
é ignorado pela maioria delas,
morte em vida, inveja, preconceito?
escrevo e canto para mim mesmo,
e foda-se que você não gosta,
como diz meu irmão João Marcelo,
"cago pra todos'',
mas quem não me conhece,
sabe que não é bem assim
sou um homem lindo mesmo,
minha mulher é uma princesa,
meu filho, apolo,
vou reclamar de que?
artur azevedo
devia ser enforcado
e jogados aos jacarés do valão,
o filho da puta renegou a música
de chiquinha gonzaga,
um mero covarde
perdido no tempo da estupidez
muito antes de madonna enterrar uma cruz na xota,
chiquinha gonzaga já havia desenterrado a cruz da hipocrisia
da xota sagrada da alma do planeta gente
O caldo da noite prenhe de mim mesmo escorre entre nossas pernas,
nas arestas de todas as Eras,nas placas de gelo,nos cumes dos vulcões vivos/Eu devo verte varizes em livros,coágulo em ponte elevadiças/Se sou poeta dos homens e das mulheres,também berro para as feras do profundo,para as borboletas que saem de tua vagina... adorada/Meu porto é teus pés,minha janta, o cruzeiro do sul e a estrela cor de corais que penetra teus ouvidos /Vem morar comigo no canto do olho do novo dia que se aproxima com a velocidade de um beijo/Tento te esquecer, mas os trovões não permitem,o peixes que percorrem o meu e o teu fluxo sanguíneo saltitam de tanta claridade (edu planchêz)
ARCA SEM COR
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Diego El Khouri,
disse, que,
muitas janelas,
cá estão sendo abertas;
de muitas delas,
apanho com as rubras retinas,
Goiás completa,
terral Karajás Aruanã,
a argila e a taióba,
a folha da mandioca,
as folhas da coca,
as espigas do milho,
o mato pleno,
o inicio do mundo,
a saia de palha
usada pelo pajé pai
Laranjas e alamedas laranjas,
o sumo das luzes
colore a neblina que colore
as luzes,
canais por onde os peixes seguem
Meninas de tetas lindas,
meninas de tetas colossais
maceram as ervas
que são colocadas sobre nossos olhos
para as vermos,
para no corpo do inseto azul,
nelas ("as meninas de Aldebarã")
sermos a lagarta e a borboleta
El Khouri,
andemos nus por essa taba,
por essa larga nódoa,
por dentro do Araguaia
numa arca sem cor
MINHA MULHER
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no largo do machado
rascunhei o texto sem palavras
que arremessei contra as janelas do nunca,
minha mulher sorvia seu café
livre de considerações abstratas
e filosofias rebuscadas,
apenas mastigava as canções de edith piaf
agora, me chama para o banquete,
é a nova metáfora,
a nova maneira muito antiga
de sugar o que se abre
com o que se abre
ALFARRÁBIOS
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eu e nosso pai
atracados como crianças
a festa da chuva;
e dançamos e dançamos...
e continuamos a dançar
alfarrábios que guardo
(e nunca guardarei )
enquanto houver e não mais houver
pancadas nesse coração de estradas
II-
na pista do homem de casacas,
reinam eu e minha mulher,
reina o que o eterno jamais esquece,
e esquece porque o esquecer mora
nos neurônios das coisas
III-
orfeu e eurídice,
cariocas,
personas unidas pelo umbigo,
pela musica orquestrada pela turba
sob as entranhas da arte
nada mais que humana
IV-
as meninas de dentro
e as meninas de fora;
são elas que se multiplicam
quando meu amor diz nos sonhos
que sonha com outro,
eu não controlo sentimentos,
apenas os interpreto
ao meu modo,
mas se ela sonha no meu sonho,
é provável que o traidor onírico seja eu,
mais medo do que ameaças de perda,
o estranho menino inseguro
que quase sempre se considerou horrível,
vez por outra,
abandona o seu conquistado cisne
V-
a resina da vela,
seguramente se espalha,
cobre o verso,
o seduz a ser o lírio e a tulipa,
a estrada apinhada de brilhantes
IV-
miro os olhos de meu amor,
as mãos da mata
crescida no cimento dos dentes,
da língua untada no limo entumecido
cravado no ninho que se abre
entre o triângulo
formado pelo pequenos grandes lábios,
seiva, sumo,
néctar mais que quente
vindo da nuvem rósea
que é a fêmea do peixe dourado
( que sou eu...
CATARINA CRYSTAL ( edu planchêz )
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a brasa do porro chameja,
eu mergulho carregado
pelos braços de porro
pelos grelos de porro,
na mantequilla aquecida e despejada
sobre os suculento cogumelos de lewis carroll
da rainha de paus
ao coelho intuitivo de alice
e ela nascia e morria nos espelhos,
vejo as dura lágrimas
da mulher que diz me amar
verdade ou mentira,
ou o homem que já pode se ausentar
dos deveres do mundo,
em quase ou em tudo
toquei, posso estar há alguns segundos...
de sumir dos olhos dos que me conhecem
ou pensam me conhecer
isso tudo e aquilo,
isolado e unido ao selo
de 8 pontas,
ou 9
e segue a festança do eu
dissolvido no adorado fogo
ramas de fogo
ordenam que partamos
para a infância
o zelo do ártico
daqui de mim,
soterra enterra
suas lavas
que o branco
de teu branco
me lave
sob os alicerces da Terra,
pelas calhas da chuva
da ave central
de teu corpo sábio delicioso
o rei dos poetas é o abacaxi,
a expressiva hora de ornar
multidões de pensares
com multidões de passariformes
que se estendem pelas formas espaciais
de minhas sombras
Catirina Cristal,
num passe de algo
nada estranho,
assume-se Amy WhineHouse
mi lord,
na estranha frança desta calçada,
minha mulher,
a dama que me foi destinada,
destila, desfolha
os livros de sua voz,
diante dos seres
mais lindos desse cosmo
dentro da horta
do centro das esferas do sangue,
dentro dos copos desenhados,
desenhadas são as notas da canção
desse hoje,
dessa mãe que nunca é guerra,
guerreira, sim,
em todas as américas da alma
cor de condor,
cor de arara que se derrama
rosna
pés mãos lábios dentes.
os deuses demônios
do minério metálico,
hard aparições se dão,
súbitos saltos,
erupções arenosas
da eletricidade radioativa
nada mais que humana
rock in roll
desse mundo
outro mundo
supra humano,
tenso e movediço,
louco lógico
e abstrato
EDU PLANCHÊZ
o mágico jardim que circunda a esfinge ( edu planchêz )
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borboletas movem-se
com o abrir e o fechar de teus lábios,
posso ver nitidamente
com os meus atores da infância
e ver é mais que roubar
do sono as horas
e os ponteiros que as marcam
da literatura sou o que assume o trono
dos sem tronos,
as rédeas das letras fugitivas,
o remo da barca infernal,
e você me chama,
e eu te chamo
para explorar o lado oculto dos corais,
as canções que meu amor despeja
no oco das ruas
se todas as cabeças se unissem
numa única cabeça,
numa única nota da pauta
regida por beethoven
e sua orquestra de estrelas nuas...
não sei e sei
que astor piazzolla e seu bandoneon
cá está abraçado aos lampejos
de piaf e a festa dos mil dias de festas
é a alameda de hortênsias
e o mágico jardim que circunda a esfinge
( edu planchêz )
reino de ratos

lilás, a flor submersa,
submersos no mundo dos búfalos
que não temem leões,
eu e minha mulher,
eu e a colher,
ela e o doce de bananas
isso nada quer dizer,
poesia é loucura,
algo que cospe,
o ritmo da fatal astúcia
que equilibra trovões
nos véus dos que vivem tontos,
dos que não vivem por viver
tóxica armadilha,
ardil apontado para a cabeça
dos que nascem com a lua no cu,
não com o cu pra lua
e foda-se
se você não está gostando
do que escrevo,
agressividade,
é ser julgado por michael teló e cláudia leite,
país de merda,
poesia de merda
escrita por quem nunca nada leu,
pátria reino de ratos
que a história enterrará,
sem lamentos
tigre de tintas ( edu planchêz )
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na dinastia do que penso,
pousado nas vozes,
nos arvoredos da sedenta artetônica ( minha e de brasil barreto )
do coroado ser rajado como um tigre de tintas
maçã caramelada ( edu planchêz )
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réstias, farelos brilhosos, 
sob, sobre o colo de minha ama,
são grãos aquecidos
pelo o amor da gente
que nunca desiste,
que nunca se arma de covardias,
mesmo que ela negue,
ou não perceba minha fidelidade,
se ela não sabe,
sou um homem simples,
um vaso de barro cru,
a maçã caramelada para o seu paladar
ela dorme com a cabela em seu colo ( edu planchêz )
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dentro de um túnel da linhas amarela,
o poeta e sua mulher genial cantora,
ela dorme com a cabeça em seu colo,
a vida se regojiza
cidade travada ( edu planchêz )
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os canhões do reino interior exterior
do outrem se agitam
em minha direção,
fora do planeta
dos que não se entranham
nos nervos do chão,
seguirei para a minha saborosa tarde
repleta de mananciais de silêncio,
eu sou o silêncio,
os gritos urbanos
da cidade travada
que não me pertence
café ( edu planchêz )
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um café pequeno
( num copo de plástico )
junto ao meu pé direito,
jurei para minha ama não tocá-lo,
mas as astucias do frio
se instalou sobre o rio de janeiro,
me vi obrigado a fazer o oposto
a frança ( edu planchêz )
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a frança 
que vem da raiz de meus olhos,
chama-se eugênia planchêz
e catarina crystal,
adoradas mães,
mulheres de minhas lágrimas intermináveis
chorei ( edu planchêz )
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ontem 
quando meu amor se foi,
igual a um piá,
sentei no meio do largo do machado
e chorei recitando
fervorosamente daimoku...
e ela voltou
vivo trocando o R pelo L ( edu planchêz )
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vivo trocando o R pelo L
no meu falar coloquial,
fiz isso por uma existência inteira, 
língua torta,
horrenta degustação de sílabas,
letras invertidas,
poeta podre,
poeta
os livros sujos de mim
ejaculam, defecam, ovulam
billie holiday meu amor ( edu planchêz )
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billie holiday meu amor,
a puta que pariu essa cidade,
nos abre os portais,
os arcos da lapa
que sempre flutuam
no imaginário,
nas páginas incendiárias
paridas por rui castro
ocultas penas ( edu planchêz )
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mousse de maracujá
escorrendo entre a língua e a língua,
entre os ossos dos delírios 
no parque das ruínas
dessa cidade
que morre e nasce
nas ocultas penas
longe ( edu planchêz )
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longe
de tudo
que não avista
o escuro
no criâme
das que voam
pelas nossas portas
para não ter um triste fim
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as baratas possuem mais sangue
que as pessoas desse país tacanho,
infelizmente
lembro que a professora da ufrj,
disse-nos para não pormos a culpa da desinformação,
no povo, pois existe um projeto,
uma ideologia do capital dominando
o pensar das pessoas
via tudo que comunica
no sarau das estrelas,
que nos comande a virtude,
a virtuose encerrada no profundo de cada um,
na ancestralidade de todos os deuses humanos
ninguém é bobo, a sabedoria do povo,
não encolhe por muito tempo,
o dragão da maldade estica seus arames eletrificados
pelas bactérias do egoísmo
e da falta de conhecimento
da absoluta lei de causa e efeito
a nova humanidade brota desse breu,
dessa crua, diria inocência coletiva,
dos que escravizam e dos que são escravizados
mas lima barreto,
acredita que todos são policarpos quaresmas
e lutarão vencendo
para não ter um triste fim
tipo de comentário q n me interessa: 
se canto bem, que a música é boa,
q o poema é isso, aquilo. a forma é desimportante no que faço;
por favor comentem sobre o conteúdo,
apenas isso
 ( edu planchêz )
PRECISO diz: ( edu planchêz )

vem comigo, vamos andando pelos cantinhos que ficam no meio da terra, 
bem pelos cantinhos escuros, ali não seremos visto pelos pássaros 
que carregam o homem dono dos raios; e vamos nos agarrando sem ninguém ver, 
e se verem que vejam tudo na tela das retinas do outro mundo
Confidencia PRECIOSO: ( edu planchêz )

no meio daquelas bolas, daquelas que cobrem todo o vale do crânio, cabe um pensamento, 
continuemos de mãos dadas 
até findar o túnel aberto com nossa esperteza 
em meio aos olhares de froddo e artaud,
por pouco, encheremos as vasilhas da alma-cântaro
com o vinho que sempre nos torna invisível
no momento de ultrapassarmos as muralhas
que nos levará sei lá onde
me provoco, te provoco ( edu planchêz )
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me provoco, te provoco,
escapemos logo da zona de conforto,
lembremos julio cortasar ( prêmio nobel de literatura ),
largou suas regalias e foi cuidar de crianças abandonadas
em comunidades da nicarágua
"um poeta não se faz só com versos"
bradou torquato neto
do alto do reino de ser o mentor do tropicalismo
sempre mais médicos, mais professores...
o poeta real é um educador,
a vanguarda do espirito humano
na figura do editor do jornal instintivo,
remonto meu organismo de bicho
com o organismo das alcateias,
e chego a buck, a jack london
correspondente de guerra no japão,
como saber a guerra, se nela não estivermos?
euclides da cunha estava em canudos,
nos sertões para sua escrita descrever
o que ali acontecia
a frase orgânica parte-se em vinte e um pedaços
a frase orgânica cresce 
indo em direção ao coliseu,
aos sinos do templo coberto de folhas-escamas,
ao deus peregrino que não é deus,
aos grãos da claridade do nascente dia,
da serpente noite...
ao cabo das tormentas e ao vesúvio
a frase orgânica parte-se
em vinte e um pedaços
a frase do presente mais que preciso
se encontra com a frase do passado
mais que perfeito
(isso tudo...dentro de mim,
o plebeu mais rico da comunidade
dos grilos dissonantes )
e com uma frase( ou muitas )
modulo na estrutura do tempo
as estações desejadas,
a canção que minha mãe cantou
na madrugada em que nasci
a frase orgânica parte-se
pelas pedras da lapa carioca,
pelos arames que prendem as estrelas
em nossas órbitas
alma-cântaro ( edu planchêz )
---------------------
no meio daquelas bolas, 
daquelas que cobrem todo o vale do crânio, 
cabe um pensamento, 
continuemos de mãos dadas
até findar o túnel aberto com nossa esperteza
em meio aos olhares de froddo e artaud,
por pouco, encheremos as vasilhas da alma-cântaro
com o vinho que sempre nos torna invisível
no momento de ultrapassarmos as muralhas
que nos levará sei lá onde
Sem ninguém ver ( edu planchêz )
------------------------
sem ninguém ver
vem comigo,
vamos andando pelos cantinhos 
que ficam no meio da terra,
bem pelos cantinhos escuros,
ali não seremos visto pelos pássaros
que carregam o homem dono dos raios;
e vamos nos agarrando sem ninguém ver,
e se verem que vejam tudo
na tela das retinas do outro mundo
( edu planchêz )
num mastro da Havana magnífica ( edu planchêz )
-----------------------
aperta um porro,
num mastro da Havana magnifica,
nas cálidas gengivas da mulher que tenho
em meu sangue
se a maioria está contra,
correto está o caminho,
a ameaça de guerra total
que se agiganta no meu grito vermelho
em Havana magnífica...
retomo meus remos,
a sorte de ser Che médico
da grande alma revolução
por mais que tente calar-me,
por mais que se cubra de ouros
e grades marciais,
nunca saberá onde fica o olho
da esquadra mágica
mais que belo irmão rodrigo verly ( edu planchêz )
-------------------
allman brothers, sou a criança caminhando 
entre as patas dos elefantes que avançam 
por dentro dos ácidos trovões da guitarra,
no reino de magnólias e urtigas,
no reino da torre do tesouro
que existe nos tijolos do coração
do mais que belo irmão rodrigo verly
eu e meu amor ( edu planchêz )
-------------------
eu e meu amor pintamos o cabelo com a mesma tinta,
com as muitas canções, com as ruas de todos
atado as correntes que se arrastam 
por dentro de todas as casas
------------- ( edu planchêz )
a faca do vento verde escuro corta
a tampa da lata que nos guarda,
sem tampa, sem cabeças,
com as cabeças dos que escrevem histórias
e arrebentam guitarras com as tripas
e para se ver o que corre nas veias,
usamos holofotes carcomidos pelo antepassado mar,
holofones amarrados as ponteiras da boca,
presos aos dentes do homem canino
tudo é genial na black sabbath antena de lodo e céu,
arte fodida de quem fode com o foder
nada mais que negro, nada mais que a terna noite
dos que correm por correr
atados as correntes que se arrastam
por dentro de todas as casas
apenas isso ( edu planchêz )
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inspirado na nevoenta ave...
e na sede de desenrolar o carretel mundo,
se queimo, queimo a madeira da árvore
plantada nos arredores do que nunca penso,
nos arredores do que nunca penso,
estão as próximas cenas,
os cartazes que serão expostos no invisível
e no visível
e não é para compreender,
é não é para fazer qualquer reflexão diante do que aqui escrevo
movido pela coisa da música que ora ouço,
relincho isso que você pensa estar lendo,
mas nunca ou sempre...
fica a critério de cada um,
morrer ou continuar vivo durante esse voar
nada linear de palavras
puxadas, repito, pelo que ora ouço
agora na serpente de todas as montarias,
agora indo ao fundo do fundo,
ao fim do fim,
ao território marcado pelas impressões
apenas dos dedos
ruídos, reinos de ruídos,
batidas, pancadas,
pancadas no metal,
nas parte sonolenta da pedra,
do prego morno cravado
nas maçãs da face do tempo
que levo para escrever
o que aqui está escrito
apenas isso
( edu planchêz )
para o poema de minha majestade ( edu planchêz )
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menos ártico que o ártico,
ardida orgia do escrever
mais deserto que o deserto,
taquigrafa mania de descer tua escada,
degrau por degrau...
até o grão do meu grão
afundar-se para sempre,
em você mais que dissolvida
para o poema de minha majestade
( edu planchêz )
Novíssima manhã ( edu planchêz )
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Nasci visceral, orgânico, artista, criança,
ser simples, quase nada,
carioca pela geografia,
pelas tantas da madrugada,
assistido pelo rabicho de uma estrela cadente
nas palavras de nossa mãe
Ora acendo, ora apago,
ora, ora
Me dê uma alavanca e um ponto de apoio 
que moverei o mundo
abraçado a Arquimedes
Me dê um dardo que acertarei a pedra de ouro
de vossa majestade
Aqui nessa cabana castelo de tudo desfruto,
és meu convidado para o amável banquete,
para ouvires as múltiplas canções
dedilhadas pela generosidade
Antônio Eduardo Planchêz de Carvalho,
deseja o que desejas,
o que está bem próximo,
a aliança prospera da eternidade
Vide comigo o raiar que dança
nas constelações
Vide comigo na rotação do planeta
atado na delta asa de Ícaro,
a novíssima manhã
( edu planchêz )
cinco de dezembro ( edu planchêz )
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pleno de bondades aterrizo
nas estrelas de saliva,
nos beijos da substancia,
no eu e você mais forte que os celtas elefantes.
que a máquina de argila que nos serve de cama
beiços macerados pela flauta,
línguas entrelaçadas,
margaridas pessoas, assim somos
e a estrela do que escrevo,
e a estrela do que escreves,
e o gato cheio de rios
que sobe nas frutas,
nos elos da nossa intimidade
vem até a casa dos botões,
aos olhos da pequenina,
ao perfeito
sei não onde chego,
sei que estou partido nas folhas,
nos cálices,
nas compotas de iguarias
vinde a mim,
a sorte de ver o sonoro realejo,
as trêmulas soldas do ventre,
as cortinas esvoaçantes,
o favo de maravilhas
o poema regressa do gelo do sono,
percorre o trajeto de nossas mãos,
e vai aos subterrâneos,
aos respiradores da terra dos sapos
e das enguias
( edu planchêz )
perfume ( edu planchêz )
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bussolas, birutas, gps, oráculos,
raios intuitivos do coração mesmo,
se acheguem,
pois herdei o que meu pai abandonou,
o se perder e se encontrar,
a aventura das aventuras,
transcritas pelas crateras do inferno
em que piso
cheio de orgulho de ter essa coragem
complexo é viver o sim,
o estar, o nunca desistir
o roberto paranhos,
pseudônimo de meu sagrado pai
edward planchêz de carvalho,
cá está mais vivo do que nunca
octavio paz nos diz que no seio da poesia,
se resolve todos conflitos
e o homem adquire a conciencia
de ser mais que passagem
é vida que segue para o corpo e para além do corpo,
apenas no silêncio se pode ouvir o tic tac do cebolão,
esse é o espaço que precisamos
para ouvir a voz das coisas,
o hinário do padrinho sebastião,
as escrituras de nichiren daishonin...
não estou misturando ensinos,
mas sim,
sentindo o perfume do lótus em todas as escrituras...
( edu planchêz )
Não clame o nome de Dylan Thomas em vão ( edu planchêz )
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Não clame o nome de Dylan Thomas em vão
se você não sabe o que é um homem macaco,
uma mulher onça, uma criança gavião...
Um dia não muito distante, todo o continente Americano,
será um só país, um único povo de múltiplas línguas
A boca-palavra de Dylan Thomas, espere,
vai te engolir inteiro e te escarrar,
defecar; você conhecerá o cu do mundo,
o cu do vulcão que não rejeita pulhas
defensores de monarcas apodrecidos
poemas de guerra ( edu planchêz )
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meus poemas de guerra,
cabem na insistência
de tuas aberrações anti gente.
na difícil arte de ornamentar raios com borboletas,
arames com pedras de palavras corrosivas,
assim me armo dos pêlos aos dentes,
das unhas aos ossos do crânio
dentro da armadura de estanho
encontrada no fundo das escuras águas
por jose arcadio buendia e seus camaradas,
estou, estás, completa-se a vindoura hora
de rasgar a carne do que não presta,
dos que não valem o que comem,
nem o que cagam
A cara da vagina do meu poema
Por Edu Planchêz
A cara da vagina do meu poema
quer a cara da vagina do teu poema
porque é água de beber,
é água de banhar-se
descer as mãos por tuas coxas,
por tuas história meladas,
alagadiças histórias
O poema fêmea
põe o ovo ventre
sobre meu ventre
O universo é um ventre,
trilhões de vaginas,
pencas de estrelas pingando
O grande corpo saboroso
da mulher minha circunda a lua,
os princípios que nos levam
ao negro clarão
do sol da galáxia que nasce
abraçando vespas e tocandiras lisérgicas
olhando pelos quadros
formados pelos ar condicionados
ativos nos apartamentos
de meu nobre templo
e o meu nobre templo,
se resume a um armário,
uma geladeira, dois chinelos,
e um cardume de tacapes
recheados com o pó do tempo,
com as embarcações
que nos levam ao relento,
pelos cabos que unem os oceanos
de dentro e de fora
eternidade das lembranças,
ora claras, ora vagas,
das mulheres e dos homens
que brincam com vespas,
que traçam com as mãos pinturas corporais
abraçando vespas e tocandiras lisérgicas
cirurgia ((( edu planchêz )
-------------
eu edu planchêz principe da gerundia,
espada forjada na chuva
de meteoros
"ô abre alas que eu quero passar,
eu sou da lira não posso negar,
rosa de ouro é quem vai ganhar"
uma lambida
(a gente fudeu no hospital,..
pós passar pelo mundo dos mortos,
de volta ao lar,
longe das muitas agulhas,
dos muitos analgésicos,
do sangue que pinga,
da deliciosa e gelada anestesia
inteiros 14 dias
de alucinantes dores,
de confinamento,
de mestres amigos
sexta-feira
sexta-feira teve ventos,
o lindo rio de janeiro com mar mexido,
frio de belezas,
belezas geladas ouvidas por meus olhos
de tempestades e astutas visagens de peixes,
de mexilhões,
de primaveras de borboletas feitas de asas,
asas salgadas, asas de nuvens cinzas lembrando
aquela canção do renato russo
AVES ( edu planchêz )
-------
pessoas de hoje, pessoas do distante futuro,
dos que estarão lendo o que aqui rabisco
daqui cem bilhões de anos,
os dias que passo por essa azul esfera nesse agora
não serão muito diferentes dos novos dias,
as artes serão as mesmas,
o amor continuará no sangue,
nos ornamentos dos olhos,
nos perfumes que ora uso,
nos perfumes latentes do ventre,
no varal das penas das aves descendentes
das aves de agora

cidades de mentira ---------------------- minha alma geotérmica, o artista de mim sopra a flauta, a fruta das notas anormais das cançõe...