quarta-feira, 10 de abril de 2019

poemas de guerra ( edu planchêz )
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meus poemas de guerra,
cabem na insistência
de tuas aberrações anti gente.
na difícil arte de ornamentar raios com borboletas,
arames com pedras de palavras corrosivas,
assim me armo dos pêlos aos dentes,
das unhas aos ossos do crânio
dentro da armadura de estanho
encontrada no fundo das escuras águas
por jose arcadio buendia e seus camaradas,
estou, estás, completa-se a vindoura hora
de rasgar a carne do que não presta,
dos que não valem o que comem,
nem o que cagam

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