cinco de dezembro ( edu planchêz )
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pleno de bondades aterrizo
nas estrelas de saliva,
nos beijos da substancia,
no eu e você mais forte que os celtas elefantes.
que a máquina de argila que nos serve de cama
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pleno de bondades aterrizo
nas estrelas de saliva,
nos beijos da substancia,
no eu e você mais forte que os celtas elefantes.
que a máquina de argila que nos serve de cama
beiços macerados pela flauta,
línguas entrelaçadas,
margaridas pessoas, assim somos
línguas entrelaçadas,
margaridas pessoas, assim somos
e a estrela do que escrevo,
e a estrela do que escreves,
e o gato cheio de rios
que sobe nas frutas,
nos elos da nossa intimidade
e a estrela do que escreves,
e o gato cheio de rios
que sobe nas frutas,
nos elos da nossa intimidade
vem até a casa dos botões,
aos olhos da pequenina,
ao perfeito
aos olhos da pequenina,
ao perfeito
sei não onde chego,
sei que estou partido nas folhas,
nos cálices,
nas compotas de iguarias
sei que estou partido nas folhas,
nos cálices,
nas compotas de iguarias
vinde a mim,
a sorte de ver o sonoro realejo,
as trêmulas soldas do ventre,
as cortinas esvoaçantes,
o favo de maravilhas
a sorte de ver o sonoro realejo,
as trêmulas soldas do ventre,
as cortinas esvoaçantes,
o favo de maravilhas
o poema regressa do gelo do sono,
percorre o trajeto de nossas mãos,
e vai aos subterrâneos,
aos respiradores da terra dos sapos
e das enguias
percorre o trajeto de nossas mãos,
e vai aos subterrâneos,
aos respiradores da terra dos sapos
e das enguias
( edu planchêz )
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